deslocamento de trabalho para outra cidade

Deslocamento de trabalho para outra cidade: como fazer o cálculo?

Quando se trata do deslocamento de trabalho para outra cidade é comum que as empresas tenham várias dúvidas sobre como fazer o cálculo. A questão, aqui, é que as regras são um pouco diferentes e precisam ser avaliadas cuidadosamente com o objetivo de não comprometer o orçamento.

O melhor caminho envolve saber diferenciar quando o deslocamento pode ser substituído por outra forma de comunicação ou se é realmente uma estratégia interessante que se converte em resultados positivos.

Quer saber mais? Vamos tirar suas dúvidas sobre deslocamento de trabalho para outra cidade e o cálculo adequado. Acompanhe!

Entenda quando a empresa precisa pagar o deslocamento de trabalho para outra cidade

O deslocamento do colaborador precisa ser devidamente remunerado quando ele viaja exclusivamente para cumprir obrigações de trabalho. Ou seja, quando acontece o pedido da empresa, o funcionário não deve arcar com qualquer pagamento referente a viagem, os serviços envolvidos e os itens básicos, como alimentação.

Se esse processo é frequente, se torna fundamental que a companhia tenha uma base de organização na gestão de viagens com foco em facilitar todas as etapas e manter as obrigações de pagamentos em dia. Vale lembrar que o funcionário selecionado para o deslocamento não é obrigado a aceitar o pedido feito pelos superiores.

Então, antes de mais nada, os responsáveis pelo planejamento das viagens devem conversar com o time e verificar quem está disponível para a agenda de viagens corporativas e repassar as instruções minuciosas presentes na política de viagens desenvolvida pela empresa que servem como ponto direcionador das decisões envolvidas.

Adicional de deslocamento

Você sabia que o colaborador tem direito ao adicional de deslocamento em algumas situações? Pois bem, esse adicional consta nas regras da CLT e funciona como uma espécie de bônus oferecido por retirar o funcionário do local de trabalho e cumprir uma rotina fora dos deveres habituais da empresa.

Esse adicional pelo desgaste está previsto em lei e é pago quando acontecem deslocamentos provisórios, mesmo que acordados entre colaborador e empresa com antecedência. Agora quando é uma transferência definitiva no contrato de trabalho, prevista no artigo 407 da CLT, a obrigação da empresa envolve somente as despesas com a mudança e a rotina é responsabilidade do colaborador com seu próprio salário.

Reforma trabalhista

De maneira geral, as determinações sobre deslocamento de funcionários mudaram bastante depois da Reforma Trabalhista de 2017. A principal alteração diz respeito ao cálculo que considerava o deslocamento até o local de trabalho como parte da jornada registrada pela empresa.

Já na questão direta de viagens corporativas, antes da mudança, as diárias da viagem não poderiam ultrapassar 50% do valor recebido no salário do colaborador. O objetivo é que não fossem consideradas parte integrante do salário. Além disso, não podiam ser incluídas na remuneração, as ajudas de custos envolvidas no deslocamento.

Com a mudança da Reforma Trabalhista, em nenhuma situação as diárias de uma viagem podem ser consideradas como remuneração do colaborador. Em função disso, não constituem base de encargo de trabalho ou com relações previdenciárias. Vamos mostra em um exemplo prático o impacto que a nova regra traz nos deslocamentos corporativos.

Se um colaborador que recebe R$3.000 vai viajar para participar de um evento com duração de sete dias, por exemplo, com o valor de serviços básicos (hospedagem, alimentação e transporte) de R$ 300,00 ao dia, ao final da viagem, o valor gasto será de R$2.700 que é o correspondente a 70% do salário total.

Dessa maneira, na regra anterior, essa viagem não seria possível por não poder exceder 50% do salário do colaborador. E caso fosse descumprida a norma, seria necessário pagar uma série de encargos que envolvem férias e 13º proporcional as despesas envolvidas no deslocamento.

Aprenda a calcular o deslocamento de trabalho para outra cidade

O primeiro passo é colocar na ponta do lápis tudo o que colaborador tem direito quando se desloca a pedido da empresa. Além do adicional citado acima, é preciso também pagar horas extras, mas isso varia conforme o sistema interno de controle de horas.

Caso existam despesas que não podem ser pagas com o cartão corporativo oferecido pela empresa, um adiantamento deve ser incluído nos gastos. Ele deve englobar também gastos variáveis e emergenciais que possam acontecer, como chamar um carro de transporte para encontrar um cliente de última hora.

Passagem ou gasolina

Comece o cálculo do orçamento de deslocamento com as passagens (área ou terrestre) ou a gasolina necessária. Tudo depende da distância, na verdade, e qual é o melhor custo-benefício conforme os objetivos da viagem.

Se o destino for próximo, uma boa alternativa é disponibilizar um carro alugado para o trajeto e cumprir os compromissos corporativos. Em uma situação como essa, o cálculo deve ser feito pelo litro do veículo com a distância até a cidade de destino na hora de determinar o valor.

Hospedagem

A hospedagem é outro ponto crucial no cálculo do deslocamento de trabalho para outra cidade. O mais importante é escolher um hotel que esteja dentro dos critérios determinados pela política de viagens da empresa e proporcione uma experiência positiva ao colaborador. Tudo isso, é claro, com base em uma logística estratégica conforme a agenda de deslocamentos.

Alimentação

Os custos de alimentação também são parte importante do cálculo de deslocamento. Uma ideia interessante aqui é fazer parcerias com estabelecimentos locais para determinar previamente o valor de consumo. Agora se não for um destino frequente, se torna fundamental fazer uma pesquisa detalhada que ofereça uma estimativa de quanto será gasto por dia.

Adicional de deslocamento

Em relação ao adicional de deslocamento, a empresa precisa acrescentar 25% do salário do colaborador com base em horas de trabalho que foram cumpridas na viagem. Assim, se a hora de trabalho custa R$ 60, o valor pago durante a viagem será de R$ 75.

A partir disso, ele passa a receber R$ 1.200 ao cumprir o padrão de 16 horas por dois dias de expediente em deslocamento. Como o custo de um funcionário costuma ser muito significativo no orçamento da empresa, é sempre muito importante que as viagens tenham uma avaliação criteriosa pelo setor responsável para que realmente agreguem valor conforme os objetivos no fim das contas.

O deslocamento de trabalho para outra cidade exige diversas decisões para que a empresa consiga encontrar o melhor custo-benefício e ofereça a melhor experiência ao colaborador. Uma boa forma de otimizar esse processo é contar com a ajuda de uma plataforma especializada em gestão de viagens que adiciona soluções tecnológicas e agilidade na medida certa.

Gostou das informações do artigo? Então entre em contato com a Tour House e conheça soluções personalizadas para a gestão de viagens.

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