duty of care

Saiba o que é Duty of Care e quais seus benefícios

Todos os envolvidos com a gestão de viagens em empresas de distintos portes e segmentos, muito provavelmente já ouviram falar sobre o duty of care. O termo duty of care ou o “dever de cuidar” em tradução literal, apesar de conhecido, ainda é pouco compreendido em seu sentido mais amplo, principalmente quando o relacionamos às obrigações legais e morais envolvidas no gerenciamento de riscos das viagens corporativas.

O objetivo deste artigo é aprofundar o entendimento sobre o conceito de duty of care. Para isso, vamos entender qual a importância desse termo e quais os seus benefícios. Por fim, veremos na prática como adotar e implementar esse princípio nas empresas. Quer saber mais? Acompanhe!

O que é Duty of Care?

Podemos definir o duty of care como o “dever de cuidar”, ou seja, a responsabilidade que uma empresa possui em prezar pelo bem estar, saúde, segurança e integridade dos seus colaboradores em viagens de negócios. Dessa forma, toda política que é planejada e executada por uma empresa no sentido de otimizar a experiência e a proteção do público viajante, fazem parte do seu duty of care.

Sendo assim, esse termo representa o cuidado da empresa com o trabalhador, o que na prática se traduz em um conjunto de ações para a promoção da segurança que ocorrem antes, durante e depois que das viagens. Para que o duty of care se verifique para além do discurso é preciso que haja um comprometimento tanto formal, com o desenvolvimento de políticas de viagens, como prático, com a adoção de certas rotinas de trabalho, ações de prevenção e suporte ao colaborador em suas viagens.

Afinal, colaboradores em viagens de negócios estão expostos a todo tipo de risco, como: atentados terroristas (como os que ocorreram em 11 de setembro), situações de crise de saúde (como a crise atual), desastres naturais (como furações e terremotos) e conflitos políticos em países marcados por instabilidades e disputas internas. No entanto, recentemente, o tema da segurança tem ganhado um maior destaque no meio corporativo devido a crise global de covid-19.

A situação pandêmica atual determinou o fechamento de aeroportos, restrições de circulação e o fechamento de nações inteiras por longos períodos. As viagens corporativas nesse contexto, apresentaram um nível de risco maior de contaminação do colaborador, o que exigiu a rápida adoção de novas práticas e novos protocolos de ação por parte das empresas.

Qual a importância e os benefícios do Duty of Care?

A importância do duty of care está na capacitação das empresas em fornecer o suporte aos seus colaboradores no enfrentamento de possíveis situações de risco. Podemos citar, por exemplo, as emergências médicas como a compra de medicamentos e qualquer outro tipo de atendimento, seja ele emergencial ou não.

É exatamente por isso que o duty of care deve ser encarado como prioritário no planejamento de viagens. Portanto, é necessário avaliar se a sua empresa está apta para fornecer o suporte necessário e a orientação correta sobre como o viajante deve proceder em cada uma dessas situações.

Portanto, é preciso desenvolver novos métodos de trabalho que levem em conta o enfrentamento de situações emergenciais e a garantia da segurança do colaborador. Prezar pela saúde integral do colaborador proporciona mais benefícios do que a sua simples satisfação.

Dentre os benefícios do duty of care, podemos citar (além de promoção da segurança e do bem-estar) a contribuição para a melhora da experiência do viajante e dos seus níveis de satisfação. Tais benefícios em conjunto, ajudam na retenção de colaboradores, motivando-os a manter um alto padrão de desempenho.

Como adotar o Duty of Care na sua empresa?

Para adotar o duty of care em sua empresa é necessário aplicá-lo em todas as etapas das viagens corporativas, ou seja, do planejamento até a operação. Confira a seguir, quais os principais pontos a serem observados para que a empresa esteja em conformidade com esse princípio.

1 – Elaborar política de gerenciamento de riscos

O ponto inicial para qualquer ação relacionada às viagens corporativas é o seu planejamento. Portanto, o gerenciamento de riscos deve estar presente já na concepção da política de viagens adotada pela empresa. A segurança durante a viagem e o bem estar do colaborador devem funcionar como alvos finais para a organização de toda e qualquer atividade.

2 – Utilizar ferramentas e documentos de gestão

Para ajudar nesta tarefa os gestores e demais responsáveis pelas viagens podem lançar mão de diferentes ferramentas de controle como: relatórios durante a viagem, pesquisas pós-viagens, software de gerenciamento de itinerário, rastreadores de segurança, controladores de pedidos de reembolso e outros.

Além disso, os informativos de conduta são excelentes meios de orientação e disseminação de informações que em seu conteúdo ensinam o viajante como agir em determinadas situações de risco, como os planos emergenciais.

3 – Colher informações após o fim da viagem

Os cuidados com o público viajante não finalizam com o término da viagem. É preciso realizar uma verificação de toda a experiência do colaborador (por exemplo o NPS – Net Promoter Score) a fim de garantir parâmetros para a avaliação de desempenho e mensuração dos resultados da política de viagens. O monitoramento constante da percepção da qualidade das viagens pelos colaboradores é importante para manter os níveis de performance e satisfação com o trabalho elevados.

Afinal, segundo um estudo da Global Business Travel Association (GBTA), 95% do público viajante atestam que a sua experiência em viagens influencia diretamente nos seus resultados de trabalho. Outro resultado da mesma pesquisa revela que para 83% dos viajantes a experiência com viagens corporativas afeta o seu grau de felicidade no trabalho. Por fim, 71% deles também afirmam que a experiência em viagens de negócios influenciam a maior parte do contentamento geral com o seu trabalho.

Até aqui, fica fácil entender a importância de desenvolver políticas de viagens que levem em conta o princípio “duty of care”. Dessa forma, podemos afirmar que esse princípio é além de uma obrigação legal, também uma obrigação moral da empresa com os seus funcionários. Para materializar esse sentimento de dever é necessário implementar ações que garantam de fato esse cuidado.

Por isso, os gestores devem se antecipar e avaliar os possíveis cenários e demandas que as viagens corporativas possam apresentar. Portanto, desenvolver políticas bem planejadas e investir em ferramentas para um gerenciamento de risco mais assertivo e eficaz, demonstra que a organização leva a segurança e o bem estar dos seus colaboradores a sério.

E então, o que achou do artigo? Agora você consegue entender a importância e o impacto que o duty of care tem sobre as viagens corporativas. Aproveite para continuar a expandir o seu conhecimento sobre o assunto, lendo também sobre os benefícios de contar com uma empresa de gestão de viagens corporativas.

Quer receber mais conteúdos como esse gratuitamente?

Cadastre-se para receber os nossos conteúdos por e-mail.

Email registrado com sucesso
Opa! E-mail inválido, verifique se o e-mail está correto.
Ops! Captcha inválido, por favor verifique se o captcha está correto.